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Usucapião

Quanto custa uma usucapião em Alagoas (e precisa de advogado?)

Não existe preço único: o custo da usucapião depende de ser extrajudicial ou judicial, da planta e ART, das certidões e dos honorários. Veja o que entra na conta e se precisa de advogado em Alagoas.

Por José Otacílio·Atualizado em 23 de setembro de 2026·8 min de leitura

Depois de descobrir que tem direito à usucapião, a próxima pergunta é sempre a mesma: quanto custa uma usucapião? A resposta honesta é que não existe um valor único, e quem promete um preço fechado sem olhar o caso costuma surpreender no meio do caminho.

Neste guia você vai entender o que forma esse custo, a diferença entre a via extrajudicial e a judicial, se precisa de advogado e o que faz o valor subir ou descer em Alagoas.

Resposta rápida

Não existe preço único. O custo de uma usucapião soma taxas de cartório (pela tabela do TJAL), planta e memorial com ART (a partir de R$1.500, feitos por engenheiro ou topógrafo), certidões e os honorários do advogado — que é obrigatório na usucapião. O total depende de ser extrajudicial ou judicial, do valor do imóvel e da complexidade do caso, e só fica exato depois da análise dos documentos.

Por que não existe preço único

“Usucapião” pode significar situações bem diferentes: uma posse mansa e documentada, com todos de acordo, ou uma posse antiga, sem documentos, com vizinhos ou herdeiros a localizar. Cada uma exige um esforço diferente, e por isso um custo diferente.

Além disso, boa parte das taxas de cartório é calculada sobre o valor do imóvel. O mesmo procedimento custa mais num imóvel de alto valor e menos num imóvel simples. Antes de saber quanto custa, vale entender quantos anos de posse o seu caso exige e como a usucapião funciona.

O que entra na conta

Dependendo do caso, o custo total pode somar estes itens:

ItemFaixa de referência em Alagoas
Planta e memorial descritivo com ART (engenheiro/topógrafo)a partir de R$1.500
Certidões (do imóvel e pessoais)R$40 a R$200 cada
Ata notarial (na via extrajudicial)conforme o tabelionato
Registro na matrícula (cartório, tabela do TJAL)conforme o valor do imóvel
Honorários do advogado (obrigatório)conforme a complexidade do caso

São faixas de referência, que variam conforme o caso e a cidade. A análise inicial estima o valor real do seu imóvel, sem chute.

Extrajudicial x judicial

Extrajudicial (cartório)Judicial (Justiça)
Quando cabeTodos de acordo, documentação em ordemHá conflito, ausentes ou pendências
TempoCostuma ser mais rápidoCostuma demorar mais
Custo tende a serMais previsívelMaior, pela duração e complexidade
AdvogadoObrigatórioObrigatório

Precisa de advogado?

Sim, sempre. A lei exige advogado tanto na usucapião extrajudicial quanto na judicial. Não existe usucapião “sem advogado”, buscas por isso costumam levar a caminhos errados. Além do advogado, a maioria dos casos precisa de um engenheiro, arquiteto ou topógrafo para a planta e o memorial com ART. Por isso a usucapião envolve honorários técnicos, e não só taxas de cartório.

O que faz o valor subir ou descer

FatorDeixa mais baratoDeixa mais caro
ViaExtrajudicial, todos de acordoJudicial, com conflito
Valor do imóvelImóvel de menor valorImóvel de alto valor
DocumentaçãoPosse documentada, certidões em ordemSem documentos, muitas certidões
Confrontantes e herdeirosPoucos, localizados e de acordoMuitos, ausentes ou em conflito
ImóvelÁrea pequena e regularÁrea grande ou de difícil medição

Dá para fazer de graça?

Em alguns casos de família de baixa renda, a Justiça pode conceder a gratuidade das custas judiciais, e programas públicos de regularização fundiária (como a REURB) podem regularizar comunidades sem custo direto para o morador. Mas isso não vale para todo mundo nem elimina a planta e os honorários técnicos na via comum. Desconfie de quem promete usucapião “totalmente grátis” sem analisar seu caso.

Usucapião em Alagoas

Em Alagoas, as taxas de cartório seguem a tabela do TJAL e a usucapião pode ser feita pela via extrajudicial ou judicial, conforme a situação da posse. O maior desperdício não é o cartório, é seguir o caminho errado: entrar com judicial quando cabia extrajudicial, ou tentar usucapião quando o caso era inventário ou adjudicação.

A Otacílio Resolve reúne, sob a mesma coordenação, o advogado e os profissionais técnicos que o processo exige, e segue o Método CRE (Checagem, Rota e Execução): primeiro entender a posse, depois definir a via mais econômica, depois executar. Assim, em vez de um chute, você recebe o custo estimado de cada etapa. O primeiro passo é uma análise inicial, sem compromisso.

Perguntas frequentes

Existe um preço fixo para usucapião?
Não. O custo depende de ser extrajudicial ou judicial, do valor do imóvel, da necessidade de planta e memorial com ART, das certidões e dos honorários do advogado. Dois casos parecidos podem ter custos bem diferentes. O valor real só aparece depois da análise dos documentos e da situação da posse.
Usucapião extrajudicial é mais barata que a judicial?
Em geral, a via extrajudicial (feita no cartório) tende a ser mais rápida e previsível, o que pode reduzir o custo total. Mas ela exige acordo de todos os envolvidos e documentação em ordem. Quando há conflito, herdeiros ausentes ou documentos faltando, o caminho acaba sendo o judicial. O que define o valor é a complexidade, não só o nome da via.
Preciso de advogado para fazer usucapião?
Sim. Tanto na usucapião extrajudicial quanto na judicial, a lei exige a participação de um advogado. Além dele, muitos casos precisam de um engenheiro ou topógrafo para a planta e o memorial descritivo com ART. Por isso a usucapião envolve honorários técnicos, além das taxas de cartório.
A planta e a ART são obrigatórias?
Na maioria dos casos de usucapião, sim. É preciso apresentar a planta e o memorial descritivo do imóvel, assinados por um profissional habilitado (engenheiro, arquiteto ou topógrafo) com a respectiva ART ou RRT. Esse é um dos itens que mais pesam no custo, e varia conforme o tamanho e a localização do imóvel.
Como saber quanto vai custar a minha usucapião?
A forma correta é fazer uma análise inicial: conferimos o tempo e o tipo de posse, os documentos e a situação do imóvel, e mostramos qual via se aplica (extrajudicial ou judicial) e o custo estimado de cada etapa. Assim você decide com o valor real na mão, em vez de um chute.

Quer saber o caminho certo para o seu imóvel?

Faça sua Análise Inicial pelo Método CRE: descobrimos a rota mais rápida, segura e econômica antes de você gastar pelo caminho errado.

Quem escreveu

José Otacílio de Mendonça Filho

Corretor de Imóveis e Perito Avaliador · CRECI/AL 721-F · CNAI 31514

Mais de 30 anos de experiência prática no mercado imobiliário em Alagoas, conduzindo casos de escritura, usucapião, inventário e averbação. Atua com uma rede de parceiros, advogados, engenheiros e topógrafos, para resolver a regularização do início ao fim, pelo caminho mais seguro e econômico.

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